e agora os braços

Mil sobre os taludes, transportam, pousam, partem de novo com as mãos vazias, pessoas à volta da água vazia dos arrozais, arrozais de arestas direitas, dez mil, por toda a parte, cem mil, por toda a parte, em grãos cerrados sobre os taludes eles caminham, procissão contínua, sem fim. De cada lado deles, pendem os seus instrumentos de carne nua.


Marguerite Duras, O vice-cônsul