vai-e-vem

12. Como se o mundo não fosse mundo, mas um filme: podes entrar nele, mas não podes tocar nas coisas: nada alteras. Estás como morto num meio de um filme: não são materiais misturáveis, tu e o mundo.

(...)

15. A civilização construiu-se a partir das paragens. A velocidade é incivilizada, é brutal, coisa não humana. Só parado o homem constrói, pensa Miklós.

(...)

21. Apesar de tudo, não podes fazer perguntas a partir de um sítio estranho ao teu corpo. É o teu corpo que pergunta.


Gonçalo M. Tavares, Bucareste-Budapeste:Budapeste-Bucareste, em Contos Policiais