nós ossos que aqui estamos

Menisco, porque chamas, que é, esqueci-te?
Ou és da sedução o porta-luz,
Primeiro funcionário de uma cruz,
Um fogo de motim que a turba excite?
Meus ossos, sois ossadas, capelinha
De caprichosos votos, sois as traves
Crestadas de um sinistro, mais entraves,
Paus podres claudicando sob a espinha.
Sou o Museu de História Natural
De mim, que fui tutano, agora cerne
Do que fui, abadia de Tintern,
Só cinzas de fogoso animal. 
Eu cismo o sismo lento das raízes,
Que as vigas me desabem... as varizes...


Daniel Jonas,