Já te disse que há um cemitério de máquinas no espaço?
Sempre achei que as máquina fossem morrer às casas dos homens.

Vim ao bar e este ar negro pegajoso é bem humano, alheio a curto-circuito.
Não percebo porque insistes em olhar em volta quando sabes
que o eixo do mundo é uma coisa que vai mudando com a posição da cadeira.
No alto mar "dar a volta ao mundo" já foi dar a volta ao barco que se tripulava
mas isto no tempo da inocência hidráulica e da tecnologia com uma pitada de sangue.
Isso lembra-me aquela história do homem que tinha tanta pena dos tubarões
que se atirou da amurada do navio para lhes dar de comer.
E não é sempre assim
que acaba?


este é meu e do marcos foz que vive aqui