Oh, meu Deus! - disse Freytag quase num murmúrio, a boca junto ao ouvido de Jenny, enquanto deslizavam levemente em círculo, perto da orquestra. - Quem me dera poder levá-la comigo, sem a mãe, que não nos deixa esquecer um só instante que perdeu quase todos os seus amigos por nossa causa, e encontrar um país... deve haver um país assim em qualquer parte... onde pudéssemos viver como seres humanos, como os outros vivem, sem nunca mais tornar a ouvir as palavras "judeu" e "gentio".


Katherine Anne Porter, A nave dos loucos