Let me gaze into your lovely eyes, said a man to a mirror.
The mirror said nothing, but gazed back into the man's lovely eyes.
His mother said, stop tormenting the mirror.
I'm gazing into its lovely eyes, said the man.
Those are your lovely eyes, said the mother, which are not so lovely, as they are more like spyglasses than eyes.
His father said, what lovely thing are you doing to the mirror?
Tormenting it, said the man as he continued to gaze into the mirror's lovely eyes...
Russell Edson, O Espelho Atormentado
(...) Olhou o largo aonde há algumas horas o aldrabão de feira anunciava o seu produto que constituía panaceia para todos os males com o seu engraçado e enorme funil pintado de castanho. "Devia ter comprado o remédio", reflectiu com amargura.
"Talvez o xarope curasse corações cansados de viver até às pontas dos cabelos."
E assim ficou pensativamente triste como se o vento desgrenhasse todos os escaninhos da sua alma.
Graça Pina de Morais, A mulher do chapéu de palha
"Talvez o xarope curasse corações cansados de viver até às pontas dos cabelos."
E assim ficou pensativamente triste como se o vento desgrenhasse todos os escaninhos da sua alma.
Graça Pina de Morais, A mulher do chapéu de palha
há que respeitar os gatos
olhando-lhes
a cilada espiã do olhar
há que os iludir no escuro
de um sossego branco
esperar que não entendam respeitar
que não entendam
aprender o que não entendem
os gatos
se aprendeste a respeitar os gatos
aprende também a respeitar os cães
que abdicaram e são domésticos
Miguel Manso
olhando-lhes
a cilada espiã do olhar
há que os iludir no escuro
de um sossego branco
esperar que não entendam respeitar
que não entendam
aprender o que não entendem
os gatos
se aprendeste a respeitar os gatos
aprende também a respeitar os cães
que abdicaram e são domésticos
Miguel Manso
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